A microempresa Antonio Amorim de Souza, CNPJ 15.701.632/0001-50, prestou serviços ao Corinthians na Arena de Itaquera, registrando faturamento de R$ 8 mil através de notas fiscais eletrônicas.
Documentos revelam falhas nos registros, como a utilização de descritivos inadequados para serviços como aluguel de túneis e estacionamento de veículos.
Cobranças anteriores às partidas indicam uma falta de cuidado na documentação e podem sugerir irregularidades nas transações.

Faturamento suspeito na Arena Corinthians
Uma microempresa de Mauá, chamada Antonio Amorim de Souza, registrada sob o CNPJ 15.701.632/0001-50, tem sido investigada por faturamento irregular na Arena Corinthians. Utilizando o nome fantasia Evento 3R A.R. Amorim Agência, a empresa emitiu várias notas fiscais eletrônicas que totalizam R$ 8 mil entre janeiro e setembro de 2026.
Os registros levantam suspeitas devido à cobrança por serviços, como o aluguel de equipamentos descritos de forma incomum como “túnio”, que são túneis usados na entrada dos jogadores. Além disso, a empresa também registrou serviços de estacionamento e gestão de instalações esportivas sem detalhes suficientes, gerando a necessidade de esclarecimentos.
Irregularidades nas notas fiscais e serviços prestados
Um dos casos mais preocupantes ocorreu em 15 de abril de 2026, quando o Corinthians enfrentou o Independiente Santa Fe pela Libertadores na Arena. Nesse dia, a empresa emitiu a nota fiscal nº 138, de R$ 500, para locação de um túnel. No entanto, em 19 de maio, foi emitida uma nova nota, nº 147, pela mesma quantia, alegando a locação de túnel para o mesmo confronto. O problema é que o segundo jogo entre os clubes aconteceu fora do Brasil, em Bogotá, Colômbia, fazendo com que essa cobrança fosse questionável.
Outras notas fiscais apresentaram erros e inconsistências, como a emissão da nota nº 139 em 29 de abril, relacionada ao jogo contra o Peñarol, que ocorreu no dia seguinte, e a nota nº 169 emitida em 17 de setembro, registrando uma locação para um jogo contra o Estudiantes, mas com data de vencimento incorreta, retrocedendo três anos. Isso evidencia um baixo cuidado na documentação e dá margem a questionamentos sobre o faturamento irregular da Arena Corinthians.
Além disso, a Receita Federal confirmou que a empresa foi constituída em 2012 e tem como atividade principal a montagem de móveis, o que levanta mais dúvidas sobre a capacidade de prestar serviços relacionados à gestão de eventos esportivos.
