Suspensão do pagamento e negociação com a Caixa
O Corinthians decidiu suspender o pagamento da terceira parcela da dívida pela construção da Neo Química Arena, que estava prevista para setembro e tinha um valor aproximado de R$ 28 milhões. Essa decisão foi tomada em meio a negociações com a Caixa Econômica Federal, que inclui a possibilidade de quitação da dívida, que atualmente gira em torno de R$ 630 milhões.
Os dirigentes do clube acreditam que a falta de cobrança da terceira parcela por parte da Caixa é um sinal positivo para o andamento das negociações. Até o momento, o Corinthians já havia pago os valores das duas primeiras parcelas do ano, totalizando R$ 56 milhões.
Propostas para quitação da dívida
Na busca por uma solução para a dívida da Arena, o Corinthians propôs à Caixa a troca dos naming rights do estádio, atualmente pertencente à Hypera Pharma, por um valor que se estima em R$ 70 milhões por temporada. Esse valor é significativamente superior aos R$ 15 milhões anuais que a Hypera tem pago desde 2020, e a proposta inclui também outros ativos financeiros, como a transferência de operações do clube para a instituição bancária.

A diretoria do Corinthians também solicitou a devolução de R$ 27 milhões que estão retidos na conta reserva, como parte do contrato de renegociação assinado em 2022. Apesar dessas movimentações, a situação financeira do clube continua crítica devido a um endividamento total de cerca de R$ 2,8 bilhões, com a dívida da Arena sendo citada como uma das principais razões dessa crise.
Impacto financeiro da dívida para o clube
A dívida da Arena se tornou um tema recorrente nas discussões internas do Corinthians, especialmente com a proximidade das eleições presidenciais no clube, marcadas para 28 de novembro. O atual presidente, que busca a reeleição, apresenta a quitação da dívida da Arena como uma de suas prioridades diante da situação financeira delicada enfrentada pelo clube.
Nos bastidores, há um sentimento misto em relação às negociações, com algumas vozes expressando ceticismo sobre a viabilidade das promessas feitas. No entanto, a expectativa é de que um progresso nas tratativas possa ocorrer após as eleições gerais do Brasil.
