A Caixa Econômica Federal e o Corinthians assinaram um termo de confidencialidade para discutir a quitação da dívida da Neo Química Arena, estimada em R$ 642 milhões.
As tratativas avançaram após uma reunião que contou com a presença de diversas lideranças, incluindo o ministro Guilherme Boulos e representantes da torcida organizada Gaviões da Fiel.
O financiamento da Neo Química Arena é considerado o principal fator do endividamento do Corinthians, que totaliza R$ 2,723 bilhões.

Além de discutir os naming rights do estádio, a Caixa também suspendeu temporariamente uma obrigação relacionada ao fundo de reserva do financiamento, buscando aliviar a situação financeira do clube.
Situação da dívida da Neo Química Arena
A Caixa Econômica Federal e o Corinthians assinaram um termo de confidencialidade em Brasília no dia 16 de outubro de 2026, visando avançar nas negociações sobre a dívida da Neo Química Arena, que atualmente é de aproximadamente R$ 642 milhões. Essa dívida, resultante do financiamento da construção da arena, desde sua inauguração em 2014, gerou um pagamento total de cerca de R$ 600 milhões, mas, devido à correção monetária, o valor atualizado atinge R$ 1,246 bilhão.
A formalização da negociação inclui um encontro entre o presidente do Corinthians, Osmar Stabile, o diretor jurídico Pedro Soares, o diretor cultural Rafael Castilho, representantes da torcida organizada Gaviões da Fiel e membros da Caixa. Essa reunião marca um passo importante para abordar a situação financeira do clube, que é gravemente afetada pela quantia devida pela arena.
Propostas do Corinthians para quitação
Em meio às tratativas, o Corinthians propôs que a Caixa assuma os naming rights da Neo Química Arena, atualmente cedidos à Hyper Pharma. Estima-se que esses direitos possam gerar um valor em torno de R$ 70 milhões por temporada, contrastando com os R$ 15 milhões anuais que a Hyper Pharma paga desde o contrato firmado em 2020. A proposta do clube visa reduzir a dívida significativa com alternativas comerciais.
Além dos naming rights, a diretoria considera uma série de outros ativos, incluindo o lançamento de títulos de capitalização e a transferência do gerenciamento financeiro do clube para a Caixa, abrangendo contas e pagamento de salários. O objetivo é utilizar esses mecanismos para garantir a quitação da dívida da Neo Química Arena, cuja amortização se tornou um dos principais desafios financeiros do Corinthians.
Recentemente, a Caixa também suspendeu temporariamente uma obrigação do Corinthians relacionada ao fundo de reserva do financiamento, proporcionando um alívio momentâneo à instituição, que enfrenta uma severa crise financeira.
